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Animais Fantásticos é lindo e empolgante… mas não é nenhum Harry Potter

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Não se engane: Animais Fantásticos e Onde Habitam não é nenhum Harry Potter. Claro, o filme escrito por J.K. Rowling tem o mesmo DNA da saga do bruxo de Hogwarts, é ambientado no mesmo universo… mas as semelhanças param aí. Com Eddie Redmayne à frente do elenco, a aventura fantástica (duh) comandada por David Yates – talvez o diretor de blockbusters com menos voz do cinemão atual – é uma fantasia empolgante, estupidamente cara (cada centavo está impresso na tela), por vezes confusa e sem foco, mas acelerada e divertida. Mantém acesa a chama do mundo mágico criado no papel por Rowling e, pode ter certeza, vai faturar um gazilhão de dólares. Mas… não… se… engane: não é, nem por um segundo, Harry Potter.

O que não é, de cara, algo ruim. Animais Fantásticos funciona como um filme independente de toda a mitologia tecida ao longo de sete livros (e oito) filmes protagonizados pelo mago mirim. Ou seja, ninguém precisa de bula para encarar a aventura. As referências são esparsas: o futuro diretor da Escola de Magia Hogwarts, Alvo Dumbledore, é mencionado uma única vez. A geografia tem um oceano no meio: sai a fria Inglaterra, entra a Nova York pré Grande Depressão. Para o fã de Harry Potter, órfão desde que Daniel Radcliffe derrotou Ralph Fiennes em As Relíquias da Morte Parte 2, num já distante 2011, é difícil esconder a decepção. Se essa turma entrar no cinema disposta a caçar easter eggs e reacender sua paixão juvenil pelo bruxinho, a decepção é certa. Para o resto da humanidade, porém, a empreitada funciona como ponto de partida de uma nova série de fantasia, um refresco na receita do blockbuster moderno, habitada por super-heróis de todos os tipos.

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A trama acontece em 1926, sete décadas antes do nascimento de Harry Potter, quando o mago britânico Newt Scamander (Eddie Redmayne, o mesmo chato de A Teoria de Tudo e A Garota Dinamarquesa, ao menos mais discreto do que em O Destino de Júpiter) chega à Grande Maçã com uma missão e uma maleta mágica repleta de criaturas incríveis. Sua visita, porém, esbarra numa crise enfrentada pela comunidade mágica americana: ataques devastadores e nada sutis no mundo dos humanos (aqui chamados de ”não-majs”, e não ”trouxas”) ameaçam expor a existência da magia. Em um país que ainda lembra do julgamento das bruxas de Salem, com fanáticos pelas esquinas alertando sobre o perigo da bruxaria, seria o estopim de uma guerra indesejada. A causa pode estar com o misterioso Gellert Grindelwald, um insurgente que acredita na supremacia dos bruxos e em seu direito de comandar a Terra.

Para o azar de Newt, criaturas mágicas estão banidas de território ianque, e quando algumas escapam de sua maleta – na verdade, um portal para o lugar onde ele abriga, estuda e cataloga dezenas de animais -, ele envolve-se por acidente com o não-maj Jacob Kowalski (Dan Fogler) e com Tina Goldstein (Katherine Waterston), uma feiticeira reduzida a um trabalho burocrático após revelar sua existência a uma humana. O filme, então, ganha duas frentes: a missão em recapturar a bicharada encantada por Nova York e a investigação para descobrir a origem dos ataques místicos. Tudo de forma clandestina, já que Newt e seus colegas terminam em lados opostos a Percival Graves (Colin Farrell), um auror (uma espécie de bruxo-policial, mas segue aqui comigo…) que demonstra saber mais sobre os ataques do que parece. Junte isso a uma criança de poder imensurável, que pode ser ”o escolhido” para tocar o terror e fomentar a guerra entre humanos e bruxos, e voilá.

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O maior defeito de Animais Fantásticos é não se contentar em ser um filme hermético, e sim o ponto de partida para uma nova série, que vai gerar (ao menos) mais quatro aventuras. Assim, boa parte da narrativa se ocupa de jogar pistas do que está por vir, como revelações sobre o passado de Newt, a adição de um Alvo Dumbledore mais jovem e a continuação da ameaça de Grindelwald – papel de Johnny Depp que, não é nenhum segredo, já dá as caras neste filme. Sempre que o longa se torna um trailer do filme seguinte, a coisa se arrasta, recuperando o fôlego quando a preocupação volta a ser resolver a tram em questão. Além disso. J.K. Rowling se mostra uma roteirista pouco inventiva: brilhante em tecer personagens, criaturas e a engrenagem da coisa toda; preguiçosa ao traçar caminhos comuns a blockbusters recheados de efeitos digitais, que se sobressaem muito mais do que qualquer laço com o universo que ela própria criou. Ela chega a ensaiar um subtexto mais profundo, em torno da preocupação de Scamander em fazer com que suas feras sejam vistas como animais que precisam ser compreendidos, e não destruídos, uma clara alusão a causas ambientalistas bem presentes em nosso mundo. Mas essa ideia Rowling desenvolve mal e logo a abandona no meio do caminho.

Ao menos, Animais Fantásticos e Onde Habitam entrega o espetáculo que promete. O design das criaturas é de beleza ímpar (a exceção é o Obscuros, que parece uma nuvem mal humorada como o Galactus do Quarteto Fantástico dos anos 2000), e a belíssima ambientação de época parece muito mais adequada para uma aventura mágica do que uma trama contemporânea. Afinal, em um mundo dominado pela tecnologia como o nosso, em que ”mágica” parece parte de nossa rotina, ver criaturas inimagináveis soltas em meio a pessoas que ainda se espantavam com o rádio ou o automóvel, deixa o espetáculo mais crível. Ajuda também o elenco ”comprar” totalmente a ideia do filme. Eu admito que minha confessa má vontade com Eddie Redmayne desceu um par de degraus, mas o filme ganha mais vida com o flerte de Dan Fogler e Alison Sudol (a bruxa telepata Queenie), mais sombras com o quase sempre esquisito Ezra Miller (Credence, filho de uma fanática que quer uma nova caça às bruxas) e mais poder com Colin Farrell, que merecia mais tempo em cena para devorar o que restou do cenário. Animais Fantásticos e Onde Habitam não é mesmo um novo Harry Potter. Se lhe for dada a chance, porém, nem precisa ser.

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